30 de ago de 2017

Resenha: Para Wong Foo, Obrigada por Tudo! Julie Newmar

Direção: Beeban Kidron
Roteiro: Douglas Beane
Elenco: Patrick Swayze (Vida)
Wesley Snipes (Noxeema)
John Leguizamo (Chi Chi)
{mais}
Gênero: Comédia
Direção de arte: Robert Guerra
Lançamento: 1 de dezembro de 1995 (Brasil)
To Wong Foo Thanks for Everything, Julie Newmar (1995) on IMDb


Contém spoiler

Quando Noxeema Jackson e Vida Boheme vencem uma competição, elas ganham uma viagem para a Drag Queen of America em Hollywood, mas ao irem para o seu camarim encontram Chi Chi Rodriguez que está aos choros por não ter ganhado. Vida fica com pena e planeja ajudá-la mas pra isso teriam que abrir mão de algumas coisas.


Elas decidem, na verdade a Vida, levar Chi Chi junto, mas para isso deixariam de ir de avião, colocando o conforto de lado. A trama acontece durante o percorrer da viagem, três personalidades fortes fluindo lado a lado, cada uma com sua história. A trama começa a cozinhar quando além de estarem mais do que perdidas, o carro quebra no meio do nada e sem outra alternativa elas acabam na cidadezinha de Snydersville, no interior, com moradores que não estavam acostumados com drag queens da cidade grande.




As três começam a fazer parte da história de cada um dos moradores, influenciando de maneira positiva e causando impactos. A narrativa é direta mas mesmo assim são interpretações diferentes, algumas reflexões e críticas sociais são deixadas no ar, sem um foco central.

O racismo, a homofobia, o machismo são temas que correm pelo decorrer do filme mas não são colocados como pautas na trama, fazem parte do filme mas de maneira camuflada, consegue abordar esses temas nessa narrativa de comédia sem banalizar. A história segue quase um conto de fada, onde Vida e Noxeema são as fadas madrinhas de Chi Chi e transformam qualquer lugar em algo belo para elas. Não só de Chi Chi como dos moradores, no final mudam um pouco a vida deles, não só fisicamente, como no psicológico, na interação entre dois mundos diferentes em partes. 


Os mundos ainda se colidem mas conseguem fluir, onde a cidade grande encontra com a do interior quase apagada no mapa. Um ótimo filme para dar umas boas risadas. Gostaria de saber mais a história de cada uma delas, seria bem interessante, dá para saber um pouco da Vida, o básico, quando ela fala que para se tornar Vida deixou tudo para trás, inclusive a família. A cidadezinha, a viagem e os moradores tornam-se o foco principal do filme, Hollywood se torna uma consequência e resultado.

Road Movies são bem interessantes porque torna a história dinâmica, o filme não me conquistou pela fotografia mas mesmo assim não tenho nada a criticar sobre. Como o filme é uma comédia, não se espera muito aquele clima dramático de algum assunto sério mas mesmo assim eu gostei bastante da abordagem, não é algo totalmente objetivo. A história passa alguns ensinamentos/conselhos além de encontrar a base certa do tom de pele.

O que falar da atuação de Wesley Snipes?! As expressões são as melhores! Um cara todo musculoso igual a ele naquelas roupas, é sensacional.

Uma das cenas que eu mais gostei foi a discussão pesada entre Virgil e Carol Ann. Vida estava querendo ajudar mas Chi Chi e Noxeema reclamavam do quanto Vida era intrometida. Até que Chi Chi fala: "{..} É rainha porque não deu certo como homem. Então teve que por um vestido, só isso!". Vida se levanta e na hora que vai até Chi Chi para afrontá-la a peruca é puxada pelo lustre e cai. Nessa hora você sente a vulnerabilidade de Vida, ela ser uma drag queen não descarta o fato de que ainda é um homem e conecta a cena posterior onde ela encontra com o Virgil.

Esse filme é um dos meus queridinhos e sempre vou recomendar pra assistirem. ♥









Mama Ru ♥


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