23 de dez de 2016

Resenha: Boys (2014)



Direção: Mischa Kamp
Produção: Iris Otten
Sander van Meurs
Pieter Kuijpers
Roteiro: Mischa Kamp
Elenco: Gijs Blom
Ko Zandvliet
Stijn Tavern
Jonas Smulders
Ton Kas
Gênero: Drama
Direção de arte: Melle van Essen
Distribuição: Paramount Pictures
20th Century Fox
Lançamento: 9 de fevereiro de 2014
27 de outubro de 2016 (Brasil)

Fazia um bom tempo que não tinha uma resenha aqui, não é mesmo? Esse filme é um amorzinho, eu o assisti na época do meu envolvimento com a comunidade LGBT. Como sempre, assisti esse também pelo youtube e a cada cena eu ficava com borboletas no estômago esperando o que aconteceria depois. Esse não é um filme totalmente explícito ou um drama pesado, então fiquem tranquilos.


Sieger e seu amigo Stef entram para a equipe B do clube de atletismo e se juntam a outros dois atletas Marc e Tom para competirem nos Campeonatos Nacionais. Sieger e Marc começam a ter uma interação mais profunda diferente dos outros meninos desde o primeiro momento que se viram, curtas conversas fazem despertar um interesse em se conhecerem além dos treinamentos.



Sieger sempre treinava bastante para evoluir, mas seus pensamentos não eram só o esporte, em casa ele tinha que lidar com o convívio desequilibrado entre o irmão, Eddy, e o seu pai. Eddy já andava de motocicleta mas queria que seu pai aceitasse e isso acarretava em diversas discussões, deixando um clima bem pesado.

Depois das atividades os meninos costumavam ir a um lago para se divertir, curtir e descansar. A proximidade de Sieger e Marc não era alta mas os dois mantinham-se em um clima de diversas sensações. Até que finalmente os dois ficam sozinhos no lago e acabam se beijando.



Esse acontecimento faz uma mudança no pensamento e comportamento dos dois mas uma boa parte dessa mudança ocorre mais com Sieger. Diante disso o convívio deles abriu caminho para novas oportunidades positivas e negativas.

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Algumas cenas do filme são lindas, a fotografia fica bem perfeita com o enquadramento das cenas e o close nos poersonagens, a ambientação e a paleta de cores me agradou bastante também. O filme em si é bem "clichê" de romance temático gay se pararmos para observar, antes de mais nada isso não é ruim. Para quem não gosta de romances clichês não vai gostar disso, onde na linha de tempo do filme ocorre o início-descoberta-relação-drama-aceitação-romance.











No filme também não aborda a questão militante em desconstruir o pensamento homofóbico, mostra o amor que também é algo lindo mas não entra com firmeza na desconstrução, deixa algo muito vago nisso. Mostra o relacionamento dos dois, a descoberta, a aceitação interna deles e só. Podemos concluir com o filme realmente que o romance deles foi uma luta interna de ambos, destruindo o preconceito interno. As vezes em algumas cenas eu senti falta um pouco do drama pautado explicitamente no preconceito da sociedade que acarretou no preconceito interno deles.



Fora isso o filme é bem bonitinho, recomendo assistir. Pega um lanchinho, coloca o filme e assiste.



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