1 de abr de 2016

Resenha: A Rainha Diaba (1974)



Lançamento (Brasil): 1974
Gênero: Drama
Direção: Antonio Carlos da Fontoura
Roteiro: Antonio Carlos da Fontoura
Produção: Antônio Calmon
Elenco: Mílton Gonçalves ( Rainha Diaba )
Stepan Nercessian ( Bereco )
Odete Lara ( Isa Gonzalez )
Nélson Xavier ( Catitu )
Yara Cortes ( Violeta )
Wilson Grey ( Manco )
Edgar Gurgel Aranha ( Robertinho )
Geraldo Sobreira ( Odete )
Kim Negro ( Dentinho )
Sidney Becker ( Nílson Pena )
Haroldo De Oliveira ( Bigode )
Música: Guilherme Vaz
Fotografia: José Medeiros
Figurino: Ângelo de Aquino
Edição: Rafael Valverde
Duração: 105 min


Lapa, Rj. Diaba, poderoso e chefe de uma quadrilha, controla a rede de distribuição de drogas na cidade mas tudo desanda quando um dos seus rapazes está quase sendo preso. Para resolver o caso e livrar a barra do rapaz, ela então contrata Catitu para "criar" um novo marginalzinho e depois da fama entregá-lo à polícia. Bereco, um jovem metido a machão sustentado por Isa, uma cantora de cabaré, é a vítima de Diaba e Catitu. 



Bereco depois de escutar os planos de Catitu, aceita fazer parte e isso vai fazendo a cabeça dele no decorrer dos crimes.

Catitu na verdade não estava fechando negócios com Diaba desde o começo, ele queria apenas mais poder e status. Pra isso manipulou a cabeça dos aliados de Diaba a ficarem contra ele, questionando sobre o poder da Diaba sobre eles, em como eles eram tratados e usados por ele. 

Diaba até então depois de muitos acontecimentos foi descobrir estar sendo passada pra trás e não tinha pra onde recorrer depois de todas as traições por parte de seus aliados. 


Numa guerra de poder, ganancia e status. Diaba está encurralada e sua rede de drogas sendo tomada por Bereco e Catitu. 



 O filme se passa na Lapa, década de 70, mostrando a cultura forte do bairro carioca e em algumas cenas a forte presença fashion da época. Em muitas cenas do filme mostra a "liberdade" da questão da estética no mundo gay porém não aborda muito questões de gêneros, é bastante limitado em sexualidade. Creio que seja porque é um filme antigo, whatever!

Antigamente o acesso à informação era bastante limitado e o preconceito era algo "normal" perante a educação. No filme retrata não só bastante a questão cultural, como a homofobia, machismo e relacionamento abusivo.

O filme foi inspirado na lendária Madame Satã.


Na parte em que a Isa está tentando uma aproximação a mais com o Bereco por conta da sua personalidade e atitudes, ela é agredida verbalmente e e fisicamente, mas ela não percebe que ele a fez mal e se acha errada por conta disso, Síndrome de Estocolmo.

O filme é bem repleto de machismo e homofobia, sendo retratado na linguagem dos personagens. Catitu mesmo faz vários discursos homofóbicos enquanto sua ganancia fala mais alto.

Bereco além de ser abusivo com Isa, ele a usa para começar a comandar a rede de drogas.

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